No infinito do universo,
Olhando as estrelas, cantando
E fazendo as rimas de um verso.
Flutuando na eterna das nuvens,
De mãos dadas com a mãe e com o pai,
Nos vendo apenas como miragens
E sabendo que um dia tudo se vai.Aquilo era o sangue da plena juventude,
Que correu por entre os canos e vasos
E tudo pensou fosse plenitude,
Acabou-se no simples fechar dos olhos.
Gerações multiplicaram o salgado das lágrimas
Que escorreram de olhos vermelhos de dor,
Sobre mármores das quais são íntimas,
E confortadas pela palavra chamada amor.
O brilho da suprema força eterna
continuará a reluzir a face da figura jovial,
Acolhendo de maneira materna,
como se fosse um grande cristal.
Até que o grande reencontro chegue,
O pobre mortal, empunhado de sua espada,
Travará suas batalhas, se que se negue
As façanhas que é parte do pequeno nada.
(Ricardo S. de Carvalho - 03.07.1986)

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